Bocas

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Nem vou fingir que esse poema é novo. Na verdade, deve ter quase uma década. Lembrei dele ontem, selecionando material para o “Poema de Mil Faces”, do Paulo de Toledo, livro coletivo em PDF que está sendo compilado por ele via Facebook*. Tinha me esquecido que gostava tanto dele, um momento de raiva adolescente muito bem representado pela Natalia Fortes, que o declamava na saída do colégio gritando e chutando árvores. Quase uma performance. Enfim, aqui vai ele antes que a casa pegue pó. Leia-se, até que eu crie ânimo pra cumprir a lista de posts que tenho guardada aqui (e digite o que foi rabiscado em papéis diversos).

Bocas estúpidas riem
Em toda a sua estupidez.
Riem de coisas estúpidas
E como riem!

Os estilhaços pelo pátio
Alma dispersa, desperta
Acerta, talvez.

Um, dois, três alvos
Só mais alguns maços
E algumas colocações.

Sorrisos de ferrugem
De plástico,
Amarelos e putrefatos.
Risos falsos, estupefatos
De verniz e serragem.

* Para quem quiser participar, basta enviar o seu poema para paulodtoledo@uol.com.br, com seu nome, cidade e ano de nascimento.

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