HQs, HQs, HQs

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Antes que eu prossiga com a programação (a)normal, não me peçam pra parar. Ok? Ok. Esse fluxo verborrágico criativo não veio do nada. Há dias e dias penso em coisas legais para postar aqui. Há dias e dias tenho visto e lido muita coisa legal, o que ajuda. Enfim.

Na sexta-feira fui com uma amiga ao Dossiê HQ, na Gibiteria. Pra quem não conhece, é uma livraria bacanuda especializada em quadrinhos na Praça Benedito Calixto, em São Paulo. Perdi o papo com os quadrinistas (a saber, Flávio Luiz, Raphael Fernandes e Sam Hart, mediados pelo Will). Quer dizer, só o principal. Quis estourar o limite do cartão na sessão de autógrafos, mas beleza. Voltei a entrar em contato com quadrinhos independentes, que praticamente tinham sumido do meu universo desde que a Mundo Arte Global, produtora de arte de Porto Alegre, fechou as portas da sua sede na Protásio Alves.

Eu amava aquele lugar. Além das exposições e oficinas massa que rolavam lá, tinha uma loja no andar de cima. Os títulos eram poucos, ficavam num cantinho junto com as latas de spray, mas foi lá que eu conheci a Tarja Preta. Foi meu primeiro contato, de verdade, com quadrinhos independentes. Principalmente, com quadrinhos feitos aqui no Brasil, que não chegam na banca. Eu mal sabia que existia muito além de Marvel/DC. Mas então, a partir daí, o volume de quadrinhos na minha estante só aumentou. Cheguei a me matricular num curso de desenho (lógico que não deu certo). Quando a festa acabou, confesso que fiquei preguiçosa.  Eu realmente não tinha desculpas, depois que me mudei para São Paulo – se acha de tudo nessa cidade, não faltam lançamentos – mas me esqueci das revistas.

Até essa sexta-feira. Saí da Gibiteria com uma sacola cheia. Levei a segunda edição de “Ditadura no Ar“, de Raphael Fernandes e Abel, a primeira edição de “Entre Quadros“, de Mário César, “Todo Mundo é Feliz“, de Mateus Acioli, a segunda edição de “Love Hurts“, de Murilo Martins, a terceira edição do “Almanaque Gótico“, de uma galera, “Felinos“, de Ricardo Vibranovski e Anderson B, e todas as edições do “Benzine“, de Daniel Linhares, que consegui achar (faltou o #1, a distribuição é gratuita). Sábado e domingo foram de cama, obviamente. Deixo um gostinho pra vocês, na ordem:

Ditadura no Ar #2

Entre Quadros #1

Love Hurts #2

Almanaque Gótico #3

Felinos

Benzine #2

PS: Todas as imagens são dos blogs/tumblrs/sites dos autores, com exceção das imagens de “Felinos” e “Love Hurts”, que são do site Impulso HQ.

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3 comentários sobre “HQs, HQs, HQs

  1. Você é uma figuuuuura, linda e espirituosa! hahaha Amei esse Merdas no Asfalto. Muito bom!!
    Obrigada pela sua dica do Mcnuvem, o único problema do livro é que o cara simplesmente ignora a existência da ”produção”/América Latina. Como americano é retardado cara! Pronto, já fiquei azeda como uma Velha…rs

  2. Óin! Tô amando essa rasgação de seda, sim ou com certeza? Merdas no Asfalto é muito bom mesmo, me lembrou as falecidas tirinhas do Bib’s (lembra?). Sobre o McCloud, putamerda. Infelizmente a maioria dos autores americanos não costuma ir muito além da realidade deles mesmo. E tu sem azedume não dá, né fia!

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