Je t’adore

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Francisco recém voltara de uma terra inóspita, ao menos para ele.

Não era difícil imaginar que não se sentia bem.

Ali, os duros olhos de Fabrizia o faziam recobrar a realidade. Sentia-se até mais ele mesmo, a dor pungente a lhe tomar o fôlego. Sabia que ela nada notava. Entre uma tragada e outra, transparecia apenas um quase espanto. Friamente planejado, esse era o seu escape. Francisco nunca era pego de surpresa.

Encontrara o ex namorado, ela dissera.

Tudo fazia parte de seus planos, até aquele olhar gelado. Ele previa. Francisco sabia o ataque derradeiro. Não necessitavam mais um do outro.

Ou apenas ela, mas aquilo não tinha importância.

Francisco ajeitou cuidadosamente o cigarro. Fingiu descaso, quando ela disse adeus.
Voltava a solidão de seu quarto. Aquela, outra, mais uma vez.

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