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	<description>blog bissexto de uma jornalista nem tanto. blablablás, críticas passionais e textos. enjoy.</description>
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		<title>Honorável Guy</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 20:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda sobre o amor&#8230; Só agora me dei conta de que jamais publiquei no blog sequer um link para o meu primeiro conto a “ganhar as ruas”. Então decidi corrigir esse erro antes que o ano vire, outros contos ganhem &#8230; <a href="http://8linepoem.wordpress.com/2011/12/04/honoravel-guy/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=262&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://8linepoem.files.wordpress.com/2011/12/le-horla-de-guy-de-maupassant-guy-de-maupassant-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-273" title="Le Horla De Guy De Maupassant - Guy De Maupassant (1)" src="http://8linepoem.files.wordpress.com/2011/12/le-horla-de-guy-de-maupassant-guy-de-maupassant-1.jpg?w=584" alt=""   /></a></p>
<p>Ainda sobre o amor&#8230; Só agora me dei conta de que jamais publiquei no blog sequer um link para o meu primeiro conto a “ganhar as ruas”. Então decidi corrigir esse erro antes que o ano vire, outros contos ganhem pernas, saiam caminhando por aí e essa postagem perca o sentido. Ignorem o “Francisco”, publicado aqui mesmo, que precisa urgente de uma revisão. Esse outro conto a que me refiro, “Honorável Guy”, não fala bem sobre o amor, mas sobre a obssessão &#8211; às vezes a gente se confunde. Saiu há alguns meses na segunda edição da <a href="http://revistamacondo.wordpress.com/" target="_blank">Revista Macondo</a>, uma das publicações literárias mais legais das quais tive notícia. Para quem quiser ler, dá para baixar a revista <a href="http://www.4shared.com/document/6bogwg-A/Macondo_SegundaEdicao.html?" target="_blank">nesse link</a>, ou visualizá-la <a href="http://www.myebook.com/index.php?option=ebook&amp;id=91079" target="_blank">através deste</a>.  Aos apressados, aviso que estou na página 40. Mas antes e depois de mim tem muita gente/coisa digna de um olhar (bem) mais detido. Boa leitura!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/262/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=262&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cartas de Aniversário</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 08:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[O monólogo aqui no blog parece recentemente ter se desviado para o amor. Não só o amor em si, mas o amor versus literatura, aquele que não se concretiza por ela, pela ansiedade que sobrecarrega aquele que escreve, o amor &#8230; <a href="http://8linepoem.wordpress.com/2011/12/03/241/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=241&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_242" class="wp-caption aligncenter" style="width: 660px"><a href="http://8linepoem.files.wordpress.com/2011/12/295512-ted-hughes-and-sylvia-plath.jpg"><img class="size-full wp-image-242" title="295512-ted-hughes-and-sylvia-plath" src="http://8linepoem.files.wordpress.com/2011/12/295512-ted-hughes-and-sylvia-plath.jpg?w=584" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Ted Hughes e Sylvia Plath</p></div>
<p>O monólogo aqui no blog parece recentemente ter se desviado para o amor. Não só o amor em si, mas o amor versus literatura, aquele que não se concretiza por ela, pela ansiedade que sobrecarrega aquele que escreve, o amor na literatura, quando ele é bem ou mal retratado, mas principalmente bem, e nessa linha de pensamento&#8230; Bem, nada parece mais natural que encerrar o ano na vida – e no blog – com “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=299255&amp;sid=01832511513106348789530425" target="_blank">Cartas de Aniversário</a>”, de Ted Hughes.</p>
<p>Vocês encontrarão descrições melhores desse volume usando o Google, mas dou uma prévia para explicar meu interesse nele. Lançado em 1998, à sombra de um câncer do autor, o livro era a sua resposta a infinitos ataques de como ele teria sido responsável pela morte de sua mulher, a também poeta Sylvia Plath. Em 1963, ela se deitou no chão da cozinha do seu apartamento e ligou o gás. Quatro anos depois, Assia Wevill, a mulher com quem Hughes foi viver após deixá-la, fez a mesma coisa &#8211; antes tirando a vida da sua filha de quatro anos. Esse drama pessoal fez com que Hughes se tornasse uma espécie de alvo preferido das feministas. A morte da segunda mulher lhe garantiu instantaneamente a insígnia – bastante desagradável – de torturador de mulheres. Até que ponto isso é verdade não se sabe, nem é o foco aqui.</p>
<p>Meu interesse no livro deriva do fato de que sou fã de Sylvia, e depois de um ano bastante desapontador no que diz respeito ao amor (sim, bem perto desses pulmões pretos também bate um coração), me vi impelida a investigar mais a fundo um dos amores mais interessantes da literatura. Ver a versão de Hughes dos fatos, e principalmente conferir a literatura que espremeu da sua convivência com Sylvia Plath. Confesso que nunca antes havia me detido na sua obra poética, e foi uma grata surpresa. Talvez a melhor delas tenha sido “Red”, que encerra “Cartas de Aniversário”. Só não é o melhor poema sobre ela porque esse lugar é ocupado por “<a href="http://www.poets.org/viewmedia.php/prmMID/15292" target="_blank">Lady Lazarus</a>”, da própria Sylvia</p>
<blockquote><p>Red was your colour.</p>
<p>If not red, then white. But red<br />
Was what you wrapped around you.<br />
Blood-red. Was it blood?<br />
Was it red-ochre, for warming the dead?<br />
Haematite to make immortal<br />
The precious heirloom bones, the family bones.</p>
<p>When you had your way finally<br />
Our room was red. A judgement chamber.<br />
Shut casket for gems. The carpet of blood<br />
Patterned with darkenings, congealments.<br />
The curtains — ruby corduroy blood,<br />
Sheer blood-falls from ceiling to floor.<br />
The cushions the same. The same<br />
Raw carmine along the window-seat.<br />
A throbbing cell. Aztec altar — temple.</p>
<p>Only the bookshelves escaped into whiteness.</p>
<p>And outside the window<br />
Poppies thin and wrinkle-frail<br />
As the skin on blood,<br />
Salvias, that your father named you after,<br />
Like blood lobbing from the gash,<br />
And roses, the heart’s last gouts,<br />
Catastrophic, arterial, doomed.</p>
<p>Your velvet long full skirt, a swathe of blood,<br />
A lavish burgandy.<br />
Your lips a dipped, deep crimson.</p>
<p>You revelled in red.<br />
I felt it raw — like crisp gauze edges<br />
Of a stiffening wound. I could touch<br />
The open vein in it, the crusted gleam.</p>
<p>Everything you painted you painted white<br />
Then splashed it with roses, defeated it,<br />
Leaned over it, dripping roses,<br />
Weeping roses, and more roses,<br />
Then sometimes, among them, a little blue<br />
bird.</p>
<p>Blue was better for you. Blue was wings.<br />
Kingfisher blue silks from San Francisco<br />
Folded your pregnancy<br />
In crucible caresses.<br />
Blue was your kindly spirit — not a ghoul<br />
But electrified, a guardian, thoughtful.</p>
<p>In the pit of red<br />
You hid from the bone-clinic whiteness.</p>
<p>But the jewel you lost was blue.</p></blockquote>
<p>HUGHES, Ted. Cartas de Aniversário.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/241/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/241/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/241/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=241&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Próximo Amor</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 17:29:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Todo mundo deveria ler “O Próximo de Amor”, de Yves Simon. Já o li, reli e de alguma forma carrego algumas partes dele comigo. Deixo essa passagem, em francês mesmo, por dois motivos: 1) Não tenho a autorização do tradutor, Juremir &#8230; <a href="http://8linepoem.wordpress.com/2011/09/25/o-proximo-amor/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=215&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo deveria ler “<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=3085356&amp;sid=01832511513106348789530425" target="_blank">O Próximo de Amor</a>”<em>,</em><em> </em>de Yves Simon.</p>
<p>Já o li, reli e de alguma forma carrego algumas partes dele comigo.</p>
<p>Deixo essa passagem, em francês mesmo, por dois motivos: 1) Não tenho a autorização do tradutor, <a href="http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/" target="_blank">Juremir Machado da Silva</a>, que também foi um de meus mestres, para postar sua versão em português; 2) Nem mesmo tenho mais a minha cópia do livro, com a qual presenteei um antigo amor. Engraçado, isso. Dei “O Próximo Amor” para um amor que já não era mais o próximo e hoje é antigo. De qualquer forma, era um amor real, desses que a gente vê poucas vezes na literatura e mais raramente no cinema ou na televisão. Como o amor retratado na obra de Simon.</p>
<blockquote><p><em> (&#8230;) que restera-t-il de nous, Walser? De ce curieux lien qui nous a unis malgré nous, et à cause de nous? - une trace dans le monde, à jamais, répondit-il. C&#8217;est cela qui rend sacré l&#8217;amour au-delà de l&#8217;histoire elle-même et du temps passé pour ceux qui l&#8217;ont vécue. Vous n&#8217;oublierez pas Irène, ne comptez pas là-dessus, et si cela peut vous rassurer, elle ne peut vous oublier. Simplement, votre histoire est sortie du temps des corps et des baisers pour aller rejoindre l&#8217;éternité, s&#8217;acheminer là où le désir n&#8217;existe pas, où seuls comptent l&#8217;extrême attention que vous vous êtes portée l&#8217;un à l&#8217;autre, vos battements de coeurs et votre rêve insensé que cela puisse durer. Vous avez commencé par un mystère, vous finissez par un autre mystère. Mais quelle importance! A la fin du voyage, vous en savez un peu plus sur vous, sur elle, mais rien sur l&#8217;extraordinaire instant qui vous a fait vous rencontrer, et tout ce que chacun a aussitôt investi, de son histoire et de ses rêves les plus secrets, dans ce visage et cette silhouette qui venaient de lui apparaître. Car sachez-le, c&#8217;est bien d&#8217;apparitions qu&#8217;il s&#8217;agit: vous vous êtes apparus l&#8217;un à l&#8217;autre comme deux anges, venus du ciel, pour apprendre l&#8217;amour dans un corps de femme et dans le corps d&#8217;un homme. </em></p></blockquote>
<p>SIMON, Yves. O Próximo Amor.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/215/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/215/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/215/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=215&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sangue italiano</title>
		<link>http://8linepoem.wordpress.com/2011/09/19/sangue-italiano/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 14:06:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sangue italiano correndo nas veias, não mexe comigo. Explodo de amor e de raiva. Pele fina, sensível ao toque. Se não quer levar, não mexe. Se quebrar, vai pagar. Durona até o primeiro olhar. Carapaça grossa até desabrochar. De ostra &#8230; <a href="http://8linepoem.wordpress.com/2011/09/19/sangue-italiano/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=204&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sangue italiano correndo nas veias, não mexe comigo. Explodo de amor e de raiva. Pele fina, sensível ao toque. Se não quer levar, não mexe. Se quebrar, vai pagar. Durona até o primeiro olhar. Carapaça grossa até desabrochar. De ostra me torno flor em minutos. Tão rápido murcho. Piso firme, mas quebro o salto. Grito até acordar a vizinhança. Por onde você anda, a essa hora? Esperei no sofá, mas não digo. Se perguntar, eu nego. Rôo as unhas até descascar. Esmalte novo, comprei ontem. Não reparou?</p>
<p>­</p>
<p>Eu sei. Como nunca percebeu o meu desespero lento. Noites e noites encarando o telefone, até ele parar de tocar. Que coisa ridícula. Pra que tanta angústia? Isso não era pra ser bom? Caio Fernando definiu isso como uma “<a href="http://caio-fernando-abreu.blogspot.com/2007/07/blog-post.html" target="_blank">necessidade fresca &amp; neurótica de elaborar sofrimentos e rejeições e amarguras e pequenos melodramas cotidianos para depois sentar Atormentado &amp; Solitário para escrever Belos Textos Literários</a>”. Disse que “o escritor é uma das criaturas mais neuróticas que existem: ele não sabe viver ao vivo, ele vive através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável”. Devia estar certo.</p>
<p>Aborto espontâneo. Morte prematura dessa criatura que me assustava tanto, tanto no início, da qual aprendi a gostar. Carreguei comigo. Quase lhe dei um nome. Já a ia enfeitando, na minha cabeça. Uma desculpa pra isso aqui, um defeito maquiado acolá. Queria-a perfeita. Gestação curta, morreu sem alimento. Morri um pouco junto.</p>
<p>O sangue italiano ferve, mas borbulha até se acalmar. Mistura-se com o sangue alemão. Algo me sobrou daquela gente da Alsácia. Como é mesmo o seu nome? Não mexe comigo. De vulcão cuspidor de lava, volto a monte pacífico em pouco. Mas não sem deixar um rastro de destruição. Não sem espalhar as cinzas. Não sem transformar em rocha.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=204&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O extermínio de Buñuel</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 01:25:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_154" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://8linepoem.files.wordpress.com/2010/09/brr.jpg"><img class="size-full wp-image-154" title="brr" src="http://8linepoem.files.wordpress.com/2010/09/brr.jpg?w=584" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Augusto Benedico e Silvia Pinal em &quot;O Anjo Exterminador&quot; (1962)</p></div>
<p>“A única explicação racional e lógica que tem este filme é que ele não tem nenhuma”, afirmou certa vez Luis Buñuel sobre “O Anjo Exterminador” (1962). Clássico indiscutível do cinema, vencedor do prêmio Boril de melhor filme não-europeu e indicado a palma de ouro em Cannes, o filme está a anos-luz do simples <em>nonsense</em>. O que pode ser entendido é que não há explicação para como, após um jantar, um grupo de aristocratas fica preso na sala de estar de uma mansão sem razão aparente. As portas estão abertas, mas ninguém sai. No início, todos acham algum motivo para ficar. Os que tentam sair sentem-se mal, simplesmente não conseguem passar para outro cômodo. Mesmo depois, em meio ao caos, a fome e a doença, pouco fazem para vencer o obstáculo que os mantêm presos. A crítica que  o diretor desenvolve nesse espaço, espécie de laboratório em que um grupo da classe alta é forçado a conviver e lutar por sua sobrevivência, é repleta de significado.</p>
<p>Última obra da fase mexicana do mestre surrealista, em que realizou filmes como “Os Olvidados” (1950) e “Nazareno” (1958), “O Anjo Exterminador” é, acima de tudo, uma crítica a moral e aos costumes burgueses. O convívio forçado e as privações nunca antes experimentadas pelo grupo fazem revelar, gradualmente, os instintos mais básicos. Caem a cortesia, a cordialidade forçada, o refreio do impulso sexual. Tudo que era dissimulado passa a mostrar-se cru.</p>
<p>A moral dos personagens, revelada sutilmente no início – no falatório maldoso à mesa, na falta de ética do médico que oculta da paciente terminal o avanço de sua doença, no relato da jovem que sentiu a morte de um amigo próximo, um príncipe, mas não se comoveu ao ver a morte de dezenas de “pessoas baixas” (como se refere às classes menos favorecidas) em um acidente – é escancarada ao longo do filme. O mesmo acontece com a superficialidade de suas relações, demonstrada logo nos primeiros minutos. Através de cenas repetidas, o diretor possivelmente tenta demonstrar o tédio e a repetição que vivem as classes mais abastadas, regidas pelas aparências e por relações de interesse e conveniência.</p>
<p>Buñuel, impiedoso, mostra como uma outrora contida anfitriã, que num primeiro momento revolta-se com a permanência dos convidados, deixa-se seduzir por um deles às vistas do marido. Como homens, até então formais, passam a agredir mulheres.  Como o jovem efeminado, segundo a irmã “mais delicado que uma moça”, por fim demonstra-se violento e maldoso. Sem máscaras, a fragilidade de caráter de todos é finalmente exposta. No seu extermínio, ele não poupa ninguém.</p>
<p>Nem mesmo o <em>maître</em>. Ao contrário dos outros empregados, que misteriosamente fogem da casa pouco antes do jantar, ele deve perecer. Sua essência é a dos patrões. Não só critica os subordinados, mas trata-os como números. Quando despede um deles, chamado Lucas, afirma para outro que “há muitos Lucas no mundo”. Como os demais, ele deve sofrer.</p>
<p>Dito isso, fica claro o alvo do diretor. Entretanto, seria incorreto limitar as motivações à sua reconhecida simpatia pelo Marxismo. Buñuel acima de tudo reprovava a moral burguesa, a qual considerava “uma imoralidade contra a qual há de se lutar”.  Nesta obra, bem como em “O Discreto Charme da Burguesia” (1973), construiu uma crítica singular às elites.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/130/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=130&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Saudosas cantadas</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 01:23:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[literatura]]></category>

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<p>Despudorados como um gracejo de botequim. Assim são os livros da já saudosa – e, diga-se de passagem, acertadamente nomeada – coleção Cantadas Literárias, da Editora Brasiliense. Criada nos anos 1980 e focada no público jovem, a Cantadas Literárias dedicava-se a lançar escritores então desconhecidos. Foi através dela que toda uma geração conheceu Paulo Leminski, que a pedido dos editores escreveu o romance “Agora é Que São Elas”, Caio Fernando Abreu, que por meio da coleção publicou o cult “Morangos Mofados”, e Marcelo Rubens Paiva, que na ocasião nem podia imaginar que o seu “Feliz Ano Velho” se tornaria um sucesso comercial, com direito a filme estrelado pela atriz Malu Mader. Também com ela, muita gente conheceu a poesia de Chacal, Chico Alvim, Ana Cristina César e Martha Medeiros, que à época era uma jovem estudante de publicidade.</p>
<p>Embora estilisticamente díspares, todos os autores discorriam francamente sobre sexo, drogas e identidade, entre outras questões típicas de jovens de qualquer tempo e lugar. Em suma, tinham em comum uma temática e uma linguagem mais acessíveis. Ou pelo menos mais próximas do jovem do que os aborrecidos clássicos que ele era obrigado a ler na escola. Perdoem-me os puristas, mas esperar que alguém tenha prazer na leitura partindo de O Guarani, de José de Alencar – e suas longas e muitas linhas apenas sobre o banho de uma mocinha – é pedir demais. Eu sei disso, você sabe disso, Caio Prado Júnior sabia disso. Quando pensou em uma literatura que pudesse efetivamente aproximar o adolescente dos livros, o então diretor da Brasiliense acertou em cheio. “É verdade que se lê pouco no Brasil?”, perguntava na contracapa do primeiro número. A coleção vendeu como água.</p>
<p>Estava em todos os lugares, na boca e na mochila de seus leitores. Em tempos sem internet, era um achado. Hoje, basta digitar no Google a frase “Caio Fernando Abreu” para ter acesso à obra do autor – ou pelo menos a dezenas de citações de sua obra. Para quem usa o Twitter, é ainda mais fácil. É só seguir o usuário <a href="http://www.twitter.com/caiofabreu" target="_blank">@CaioFAbreu</a>, criado por um leitor, e voilá! As citações aparecem em sua página. Citar Caio Fernando Abreu hoje é banal como escovar as dentes. Mas nem sempre foi assim.</p>
<p>É claro que os pais e a crítica torceram o nariz. Imagine só um livro que narre, de qualquer forma, o ato sexual? Ou que tenha em seu vocabulário uma boa dúzia de termos para descrever a genitália humana, termos que nem esse blog de família teria a coragem de reproduzir? Ou que fale abertamente sobre drogas ilícitas? Ou pior, faça tudo isso de forma despojada, livre das amarras daquilo que era considerado correto dentro da literatura? Era uma afronta. Fernando de Barros e Silva, em um artigo de 1989 do falecido suplemento Letras, do jornal Folha de S. Paulo, considerou a coleção um investimento dos editores “em temas do cotidiano e textos fáceis para arrebanhar um público sem cultura e carente de referências literárias”.</p>
<p>Mas o tempo passa, o tempo voa, e a coleção hoje é referência. E é uma pena que, tão esquecida e necessária quanto aquele bilhete desavergonhado com um número de telefone trazido pelo garçom, só se encontre em sebos.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Texto extraído do <a href="http://fikdikok.wordpress.com" target="_blank">Ficadicaok</a>, blog coletivo escrito por essa que vos fala e pelos queridos Verônica Buratini, Régis Godoy-Rocha, Fabrício Fernandes e Erica Bernardini. Passem lá, recomendo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/128/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=128&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Antes de ir&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 01:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[… gostaria de deixar registrado meu apreço por esse momento sublime da cinematografia brasileira. “Enquanto tuas mãos brancas, rugosas, tocam o meu sexo, penso nas tuas nádegas flácidas como elas só, de frente para uma janela escancarada e sem vista &#8230; <a href="http://8linepoem.wordpress.com/2010/09/07/antes-de-ir/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=126&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="attachment_148" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://8linepoem.files.wordpress.com/2010/09/pereio_euteamo.jpg"><img class="size-full wp-image-148" title="Pereio_euteamo" src="http://8linepoem.files.wordpress.com/2010/09/pereio_euteamo.jpg?w=584" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Peréio: &quot;EU TE AMO, PORRA!&quot;</p></div>
<p>… gostaria de deixar registrado meu apreço por esse momento sublime da cinematografia brasileira.</p>
<p><em>“Enquanto tuas mãos brancas, rugosas, tocam o meu sexo, penso nas tuas nádegas flácidas como elas só, de frente para uma janela escancarada e sem vista pro mar.<br />
Teus gestos são sempre os mesmos desde que te conheço.<br />
Tua pele engordura tudo. Tudo.<br />
Teus joelhos doem, teu café é amargo…<strong>TÁ TUDO ERRADO, PORRA!<br />
</strong>Eu só te peço uma coisa: não vai embora. Por favor, isso não.”</em></p>
<p>Dica do Everson Bizzi,  amigo de fé, irmão camarada e colecionador incansável do que há de mais obscuro na cultura nacional.</p>
<p>Mais no post original do Poliformismo Perverso, <a href="http://polimorfismoperverso.blogspot.com/2008/12/sex-70-music-inspired-by-brazilian.html" target="_blank">MUSIC INSPIRED BY THE BRAZILIAN SACANAGEM MOVIES OF THE 1970’s</a>.</p>
</div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/126/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=126&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Pereio_euteamo</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>O bom filho à casa torna</title>
		<link>http://8linepoem.wordpress.com/2010/09/07/o-bom-filho-a-casa-torna/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 01:16:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Não atualizei mais nem essa bagaça, nem o Bom Dia, Moema (http://bomdiamoema.wordpress.com), mas por meras razões afetivas (e práticas) volto a usar esse endereço. Sentiram minha falta, cacalhada? PS: É claro que a preguiça vai dominar, e eu vou esquecer &#8230; <a href="http://8linepoem.wordpress.com/2010/09/07/o-bom-filho-a-casa-torna/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=122&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não atualizei mais nem essa bagaça, nem o Bom Dia, Moema (<a href="http://bomdiamoema.wordpress.com" target="_blank">http://bomdiamoema.wordpress.com</a>), mas por meras razões afetivas (e práticas) volto a usar esse endereço.</p>
<p>Sentiram minha falta, cacalhada?</p>
<p>PS: É claro que a preguiça vai dominar, e eu vou esquecer isso aqui por meses de novo. Antes mesmo de postar algo inédito, primeiro jogo aqui o conteúdo do Moema, um texto já publicado em um blog coletivo e uma resenha  antiga, pra não perder o costume. Eu sei que vocês me amam igual, muá.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/122/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=122&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Desculpe o transtorno</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 08:07:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230;estamos trabalhando para melhor atendê-lo. Como a freguesia esparsa já deve ter notado, algumas mudanças foram feitas na casa. Esperem ainda mais algumas. Inclusive um post digno da (re)abertura, rá.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=118&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;estamos trabalhando para melhor atendê-lo.</p>
<p>Como a freguesia esparsa já deve ter notado, algumas mudanças foram feitas na casa.</p>
<p>Esperem ainda mais algumas. Inclusive um post digno da (re)abertura, rá.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/118/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=118&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Monólogo do Povo</title>
		<link>http://8linepoem.wordpress.com/2008/11/25/monologo-do-povo/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 23:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda</dc:creator>
				<category><![CDATA[random]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;É seu povo que vive de repente porque não sabe o que vem pela frente, então ele costura fantasia, sai fazendo fé na loteria, se apinhando se esgoelando no estádio, bebendo do gargalo, pondo no rádio sua própria tragédia a &#8230; <a href="http://8linepoem.wordpress.com/2008/11/25/monologo-do-povo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=81&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;É seu povo que vive de repente porque não sabe o que vem pela frente, então ele costura fantasia, sai fazendo fé na loteria, se apinhando se esgoelando no estádio, bebendo do gargalo, pondo no rádio sua própria tragédia a todo volume, morrendo por amor e por ciúmes e matando por um maço de cigarros, se atirando debaixo de carro&#8221;.</p>
<p>Trecho do Monólogo do Povo (Gota d&#8217;Água), de Chico Buarque.</p>
<p>Simplesmente foda.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/8linepoem.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/8linepoem.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/8linepoem.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/8linepoem.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/8linepoem.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/8linepoem.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/8linepoem.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/8linepoem.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/8linepoem.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/8linepoem.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/8linepoem.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/8linepoem.wordpress.com/81/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/8linepoem.wordpress.com/81/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/8linepoem.wordpress.com/81/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=8linepoem.wordpress.com&amp;blog=372348&amp;post=81&amp;subd=8linepoem&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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