Alguns dias são assim. Dias de pouco dormir, de muito pensar e de nada entender. Me olho no espelho e não me reconheço; A pele maltratada, as olheiras fundas, os olhos desnorteados buscando alguma razão. Me ponho a buscar minha imagem. Me ponho a rever os erros, a medir meu amor desmedido. Ajeito os cabelos desarrumados, e volto a pô-los em desalinho. São só um reflexo. Me perco em ângulos diversos. Com caretas, busco redescobrir minha verdadeira face.
Os dentes trincados imploram uma escova. As pernas cansadas reclamam descanso. Caminham lerdas na direção de um desabafo. Os dedos doídos selecionam palavras a esmo, editam e falam do mesmo. Porque é a mesma história, em dias assim.